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domingo, 27 de março de 2011

Liga Europa: Os adversários das equipas portuguesas

Começando pelo adversário do Futebol Clube do Porto, o Spartak de Moscovo:

O seu treinador é Valery Karpin, um antigo internacional russo. Geralmente Karpin, fervoroso defensor de um futebol ofensivo, utiliza o 4x2x3x1. Os seus principais artistas são Alex, jogador-chave da equipa é muito veloz e um excelente finalizador. Os alas McGeary e Dmitri Kombalov são eles, também, extremamente rápidos. Kombalov é um promessa do futebol russo, um jogador a ter em atenção. Wellinton foi o melhor marcador da Liga russa em 2010. A defesa será, provavelmente, o ponto fraco desta equipa. Pareja e Rojo são os habituais titulares da defesa, o lateral esquerdo Makeev é um jogador que costuma subir muitas vezes, procurando desequilíbrios na equipa adversária. De realçar ainda a fantástica exibição do guarda-redes Dikan contra o Ajax, foi, em grande parte, graças a ele que o Spartak passou aos quartos-de-final da Liga Europa. Veja a provável equipa titular:

SPARTAK MOSCOVO

O adversário do Benfica nos quartos-de-final da Liga Europa é a equipa holandesa do PSV. O seu treinador é Fred Rutten. O técnico holandês gosta de alinhar, preferencialmente, em 4x2x3x1. Como qualquer equipa holandesa que se preze, a força do PSV está no seu ataque, onde mostram grande astúcia nos ataques rápidos e contra-ataques. Umas das estrelas das equipas é o húngaro Dzsudzsak, um excelente extremo, forte nas bolas paradas. Toivonen, jogador forte fisicamente e que aparece muito bem na zona de finalização, é outro dos jogadores importantes da equipa, formando com Lens e Dzsudzsak um trio temível de apoio ao ponto-de-lança Marcus Berg

PSV EINDHOVEN


Finalmente o adversário do Braga, o Dínamo de Kiev. Treinada por Yuri Semin, a equipa de Dínamo de Kiev joga normalmente num 4x4x2 clássico. A defesa é, claramente, o seu ponto mais fraco. Semin ainda não conseguiu acertar numa dupla de centrais, tanto utiliza Yussuf, como Lendro Almeida, Kacheridi  ou Betão. Será sem dúvida um sector a explorar pelo Braga. O guarda-rede Shovskoskyi também é inconsistente, capaz do melhor como do pior. Do meio campo para a frente é que o Dínamo se torna perigoso, tendo excelente executantes. Eremenko e Vukojevic são dois médios com grande capacidade de remate. Gusev e Yarmolenko são rápidos e têm boa condução de bola, será preciso travar as suas investidas. Os dois jogadores mais cotados da equipa são claramente os dois avançados. Milevski e, o sempre perigoso, Shevchenko vão ser duas setas apontadas à defesa do Braga.

DÍNAMO DE KIEV

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Barcelona - Real Madrid: Dois estilos, uma grande vitória

Falar, hoje em dia, em Barcelona e Real Madrid, é identificar dois estilos de jogo completamente diferentes. Apesar das diferenças há, no entanto, muita coisa que os une. Tacticamente, é verdade que, Barcelona e Real Madrid, são duas equipas com organizações diferentes. Mais do que falar em sistemas tácticos, importante é perceber a cultura de jogo das equipas. Aí encontramos as primeiras semelhanças. A vitória é o que os une. A forma de chegar a ela é o que os separa. Montada ao estilo de Guardiola, o Barcelona é uma equipa que privilegia a posse de bola, gosta de ter o controlo do esférico, é daquelas equipas que não se importa de ter de tocar 20 vezes na bola para poder chegar à baliza contrária.

Do lado do Real Madrid a filosofia de jogo é diferente. Mourinho dá principal atenção à forma como as suas equipas defendem. Existe, no entanto, uma diferença entre montar uma equipa para defender e atribuir-lhe o rótulo de equipa defensiva. O que interessa para Mourinho é que todos defendam. O processo ofensivo já, por sua vez, está entregue a menos jogadores, defender com dez e atacar com cinco, esta é a essência das equipas de Mourinho.

É por isso fácil explicar o que aconteceu, ontem à noite, em Camp Nou. O Real Madrid nunca conseguiu fechar os espaços à equipa catalã. Foi um Real Madrid demasiado permissivo na pressão ao Barcelona que se apresentou ontem em Barcelona. Quando tal acontece é fácil perceber que, contra o Barcelona, as coisas só podem acabar mal. Perante uma equipa, com a qualidade técnica e táctica, do Barcelona é fundamental saber ocupar os espaços no relvado. A posse de bola do Barcelona desmontou uma já mal posicionada equipa do Real Madrid. O Barcelona foi claramente uma equipa fantástica nas mais variadas vertentes do jogo, a própria atitude de José Mourinho no banco, na segunda parte, diz tudo sobre a forma como as coisas estavam a correr para a sua equipa.

Uma palavra final para a atitude de José Mourinho e Pep Guardiola, no final do encontro. São de louvar as palavras dos dois treinadores em relação ao que se passou em campo. Mourinho foi simples e conciso na análise do jogo. Na conferência de imprensa, o treinador merengue afirmou que o Real Madrid foi uma equipa que jogou mal perante um Barcelona que jogou na plenitude, o Real Madrid, para José Mourinho, não ganhou porque simplesmente não foi suficientemente bom para ganhar. Guardiola, por seu lado, mostrou grande humildade ao afirmar que era fácil, após uma vitória de cinco bolas à zero, dizer que o Barcelona era muito melhor, mas que esta análise não corresponde à verdade.
Acho que a análise ao jogo de treinadores conceituados, como são Mourinho e Guardiola, deve ser um exemplo para muitos treinadores em Portugal. Muitas vezes prefere-se ir por caminhos como o desempenho do árbitro ou a falta de sorte para justificar derrotas que, no fundo, são muito simples de explicar: a outra equipa foi simplesmente melhor!